Mesa-Redonda de Refrigerantes foi coordenada por pelo Prof Roberto Peixoto do Instituto Mauá e por Celina Bacellar

Principais pontos apresentados e discutido:

  • A eliminação gradual do HFC sob a Emenda Kigali, bem como os regulamentos regionais e nacionais, está levando a indústria a usar refrigerantes com baixo GWP. 
  • Com a Emenda de Kigali o cenário está definido e desta forma o desenvolvimento de fluidos refrigerantes de baixo GWP e equipamentos para uso desses refrigerantes e sua comercialização ganhou impulso 
  • Emenda de Kigali: foi enfatizada a necessidade de ratificação breve pelo Brasil. Ressaltou-se o fato de as questões ambientais não serem prioridade para nossos políticos. A demora gera insegurança para o mercado e nos limita ao acesso a recursos do fundo multilateral, postergando uma transição tecnológica. Os recursos poderiam, ainda, ser usados para capacitação e treinamento
  • Existem alternativas para substituição de refrigerantes com alto GWP e novos refrigerantes com baixo GWP foram propostos, o que cria um desafio para encontrar o melhor refrigerante para cada aplicação. 
  • Foi apresentada uma empresa no Brasil que está comercializando fluidos refrigerantes hidrocarbonetos, cujo uso está crescendo no mundo.
  • Refrigerantes com baixo impacto direto nas mudanças climáticas são frequentemente inflamáveis e podem ter maior toxicidade. Discutiram-se os riscos de utilização desses refrigerantes. Os participantes da mesa consideraram que para manter os atuais níveis de segurança, novas tecnologias estão sendo desenvolvidas e que será necessário um nível maior de treinamento para o uso de novos fluidos refrigerantes de baixo GWP, envolvendo a adequada instalação e manutenção dos sistemas.
  • Os HFOs deverão ter disponibilidade crescente nos próximos anos 
  • Reciclagem, logística reversa e embalagens foram temas de perguntas e esclarecimentos. O correto tratamento dos fluidos reciclados pode evitar o descarte prematuro de equipamentos ainda em condições de operação.